Nós vendemos soluções ou estamos presos dentro do cercadinho?

Soluções, soluções…

Segundo o BABOK 2.0 uma solução é “um conjunto de mudanças no estado atual da organização que são feitas com o intuito de permitir que ela atenda a uma necessidade do negócio, resolva um problema ou se beneficie de uma oportunidade”.

O mais importante a respeito de soluções, fora a sua relação com a necessidade do negócio, claro, é que “grande parte das soluções envolve um sistema de componentes de solução que interagem entre si e cada componente é potencialmente uma solução em si mesmo”.

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Isso implica que quando nós chamamos um sistema de “solução” corremos um enorme risco de tomarmos uma parte como o todo, pois é muito provável que o sistema seja, de fato, um dos componentes da solução e nem sempre o mais importante. 

Digamos que nossa empresa preste atendimento pós-vendas, ou suporte também via telefone para os clientes atuais (caso real). 

A empresa tem como meta anual um acréscimo no volume de venda sobre a sua base de clientes (clientes atuais), ela quer vender mais para quem já é cliente, ou seja, conseguir uma parcela maior da carteira dele (share of wallet).

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Ouça a minha palestra na Jornada de Informática da UNESP Bauru e acompanhe os slides

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Diferente da palestra do BABRAZIL 2011 que tinha como público alvo analistas de negócios a palestra da última sexta-feira (19/10) teve como público alvo estudantes de sistemas de informação e ciências da computação.

O objetivo da palestra foi armar esses futuros profissionais com conhecimentos sobre negócios suficientes para que possam ter uma atuação mais abrangente no desenvolvimento de produtos ou passar a executar atividades de análise de negócios em iniciativas.

A palestra é longa e o áudio não está dos melhores, contudo quem participou disse que valeu muito a pena. Convido você a assistir:

Palestra para estudantes. Adoro! UNESP Bauru dia 19/10

Gosto muito de falar para estudantes em palestras e workshops. Os estudantes são sim mais jovens, inspirados e menos influenciados pelos vícios comumente adquiridos no mundo do trabalho. 

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Estudantes do terceiro grau em fases mais avançadas possuem uma vantagem extra: eles já estão fazendo incursões no mercado e já estão levando os primeiros sustos e as situações estão despertando questões complexas. Algumas eu consigo responder, outras espero respondermos juntos.

Estou sempre aberto a palestrar sem custos em faculdades, mas acho que ando divulgando pouco isso, uma vez que a última vez na qual tive esse prazer foi em junho de 2001 na Uninove. 

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Na sexta-feira vou para Bauru palestrar na XIII Jornada de Informática. Fiz um pouco de elicitação junto aos organizadores e o tema será:

 

Análise de Negócios como ferramenta para desenvolver produtos de sucesso

Passamos anos estudando e nos aprimorando sobre “como fazer” software, como desenvolver soluções, contudo, onde fica o “o que fazer” e como justificamos “por que fazer”?

Seriam “o que fazer” e “por que fazer” questões alheias aos profissionais de tecnologia? Seriam essas questões que deveríamos deixar nas mãos de profissionais mais próximos ao mercado e afeitos a esses assuntos? Eu acredito que não.

O sucesso de um produto passa pela relação estreita entre a descoberta e a entrega e profissionais de TI que dêem sentido ao que produzem através do envolvimento com a forma com que seu trabalho afeta clientes e usuários são o ativo mais importante que uma iniciativa pode ter.

Nessa palestra apresentarei a análise de negócios como disciplina, sua história, áreas de conhecimento, técnicas, ferramentas e aplicação e irei além, apresentando aplicações práticas desses conhecimentos por times de desenvolvimento que aplicamos ao longo do tempo em produtos que envolviam software e também hardware.

 

Mais informações aqui: http://www2.fc.unesp.br/jornada_informatica/index.php

Será um enorme prazer tanto participar do evento, conversar com as pessoas (aprender um bocado com isso) quanto conhecer Bauru, pois as bicicletas e a companheira de pedal vão me acompanhar na viagem. 

 

 

Por onde andei

O que mais me mantém inspirado para escrever aqui são as interações com os times de desenvolvimento. Sim, sou analista de negócios e o senso comum nos leva a pensar em um analista focado no lado da descoberta, do o que fazer e do porque fazer, contudo, sou fascinado pela importância que a aproximação do time de desenvolvimento com o negócio tem para o sucesso das iniciativas.

Quando um desenvolvedor se envolve com o produto sendo desenvolvido todos ganham. Ganha o negócio que consegue validar hipóteses mais rápido, que passa a contar com a surpreendente e muitas vezes inesperada criatividade do desenvolvedor. O desenvolvedor dá sentido e significado ao seu trabalho, pois entende o contexto e pode ver com seus próprios olhos o impacto que ele traz para as pessoas.

Em 2012 acabei me envolvendo com iniciativas que envolviam pessoas, mas onde eu tive que trabalhar com mais afinco meu lado técnico.

Que iniciativas foram essas? Continuar lendo Por onde andei

Hoje – Mini Palestra no TDC 2012

Vou apresentar na prática como o Pentaho pode ser usado para extrair dados de um arquivo com a pior formatação possível para leitura, a formatação para impressão, e gravá-los em um arquivo separado por vírgulas ou mesmo em uma base de dados.

Também vou falar sobre como o processo pode ser implementado em um servidor e agendado para execução periódica ou a partir de outros eventos (chegada de arquivos à uma pasta, recebimento de e-mails entre outros).

Pentaho

A palestra será na trilha de banco de dados do TDC:

http://www.thedevelopersconference.com.br/tdc/2012/saopaulo/trilha-banco-de-dados-university#programacao

E sobre análise de negócios? Não vai falar nada? É isso mesmo. Na edição de 2012 vou me limitar a apresentar uma solução interessante para um problema concreto.

Até lá.

Conversa rápida: Desobediência Civil

Na semana passada participei do Conversa Rápida onde os palestrantes possuem alguns minutos para falar sobre qualquer assunto.

Para fugir do habitual não falei nem de análise de negócios nem de bicicleta, preferi falar sobre Desobediência Civil, um assunto que me chamou atenção faz uns 11 anos.

Meu primeiro artigo na InfoQ internacional! ||||| The Day I Become Unnecessary – Part 1

O meu artigo “O dia em que me tornei desnecessário” foi, sem modéstia, um sucesso. Escrevi do coração com base em uma experiência muito legal que tive quando estava na Stefanini atuando como Agile BA.

Até hoje foram incríveis (para mim) 11.118 pageviews.

Graças ao convite do coordenador da área Agile da InfoQ Shane Hastie pude publicar o artigo lá. Para deixar mais interessante eu o dividi em duas partes e a primeira foi ao ar essa semana em http://www.infoq.com/articles/day-became-unnecessary-part1 .

Infoq2

Chegue lá, dê uma lida e deixe seu comentário. Eu adoraria estender a discução ao âmbito internacional e também de ter muitos acessos e comentários para publicar mais textos nessa publicação tão legal.