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Construir a coisa certa

O livro “Leading Lean Software Development: Results Are not the Point” é o tipo de livro que só deve ser lido pelas pessoas que gostam de desafiar suas crenças e conceitos-chave a cada capítulo.

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O capítulo 3 “Reliable Delivery” (entrega confiável) descreve em detalhes o processo de  construção do Empire State Building, que, lançado em 1931 manteve por 40 anos o título de edifício mais alto do mundo. Por que o edifício é exemplo de entrega confiável? Porque ele foi construído em apenas 20 meses.

A maior parte dos fatores que levaram a esse sucesso de entrega também fazem sentido quando pensamos em desenvolvimento de software e eu sugiro que todos os interessados em entrega leiam pelo menos esse capítulo.

Eu sempre prego que “entrega” ou “delivery” devem ser preocupação do analista de negócios, afinal, nenhum trabalho feito pelo AN (a não ser aquele que evita que software seja desenvolvido) faz sentido se o software não estiver disponível no momento certo, contudo, o que mais me chamou atenção nesse capítulo foi o fato de que apesar de ter atendido às expectativas da santíssima trindade prazo, custo e escopo com qualidade, o Empire State, como NEGÓCIO foi um fracasso.

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Participe do grupo de Estudos sobre Análise de Negócios com base no BABOK®2.0

Você tem interesse em aprender análise de negócios? Que tal estudar em grupo?

O grupo de estudos sobre análise de negócios do IIBA permite que você encontre semanalmente outras pessoas interessadas no assunto, descubra, discuta e potencialize seus conhecimentos sempre com o apoio de um facilitador profissional praticante da análise de negócios.

Os encontros são às terças-feiras na Av. Paulista (perfeito para ir após o trabalho se você está na região).

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Agenda

23/08/2011 – Introdução ao BABOK® 2.0

30/08/2011 – Planejamento e Monitoramento da Análise de Negócios

13/09/2011 – Elicitação

20/09/2011 – Gerenciamento e Comunicação de Requisitos

27/09/2011 – Análise Corporativa

04/10/2011 – Análise de Requisitos

18/10/2011 – Competências Fundamentais

11/10/2011 – Avaliação e Validação da Solução

Assuntos interessantes não acha? O investimento se paga rapidinho (olha o business plan aí gente!), tanto em conhecimento quanto em networking!

Mais informações e inscrições aqui: http://iiba_grupoestudos.yubi.me/

 

 

O BABOK 2.0 em português está saíndo do forno

Semana passada recebi em primeira mão do presidente do IIBA, Kevin Brennan, o link para o arquivo PDF que contem a versão revisada do BABOK em Português. Como dá para notar na imagem, faltam alguns detalhes de layout e aquela última olhada, ou seja, logo logo os profissionais do Brasil e de outros países de língua portuguesa terão acesso ao material na sua língua, fruto de uma tradução criteriosa revisada por pessoas que vivem análise de negócios no seu dia a dia.

Babok_pt

Tomo a liberdade de reproduzir aqui os créditos da equipe de tradução e revisão. Obrigado e parabéns a todos.

C.1.7 Guia BABOK® Versão 2.0 na Língua Portuguesa

O Capítulo São Paulo do IIBA® agradece ao comprometimento e dedicação de todos os voluntários que participaram do processo de tradução e revisão deste material.

Tradutores:

Claudio Brancher Kerber (Coordenador da tradução)
Flávio Augusto Serra Kauling

Revisores da Análise de Negócios:

Alfonso Izarra, MBA
Aline So
Cárin Cristina Orsi Duarte, PMP
Celso Luiz Bicca
Fabrício Costa Moraes, MSc
Fabrício Laguna, MBA, CBAP, PMP (Coordenador da revisão e do projeto de tradução)
Fernando Carvalho, MSc
Marcelo Menezes Neves
Rafael Cardoso
Suzandeise de Almeida Inácio Thomé, MSc, CBAP
Tatiana Pereira
Judith Pavón, PhD

Revisão do gramatical, sintática e ortográfica:
Marina Mello

Coordenação Geral:
Ana Teresa Sant´Anna Laguna, PhD

IIBA® Capítulo São Paulo
Suzandeise de Almeida Inácio Thomé, CBAP, Presidente
Fabrício Laguna, CBAP, PMP, Vice Presidente de Comunicação e Marketing
Alfonso José Izarra Molina, Vice Presidente de Educação
Adriana Selleri Rocha, Secretária Geral
Fernando Vinicius Anacleto Artea, Tesoureiro

 

 

 

 

 

Um preview da extensão ágil do BABOK – um “tempero ágil no BABOK”

Ontem foi divulgada a versão draft da introdução da extensão ágil do BABOK que pode ser baixada aqui: http://iiba.info/AgileBABOK1. Achei muito interessante a atitude dos responsáveis de liberar o draft da introdução assim que pronto, digamos que isso tem tudo a ver com a ideia de entregas parciais orientadas a entregar antes o que tem mais valor.

Onde está o valor da introdução? Para mim está em finalmente saber “qualé” a da extensão ágil, algo que eu estava apenas especulando antes da “release”.

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Falando do “qualé”, eu posso dizer que a extensão ágil poderia ser chamada de “um tempero ágil no BABOK”, ou seja, a extensão pega todas as áreas de conhecimento do BABOK e as analisa de um ponto de vista ágil. Por que isso é necessário? Porque existe uma enorme tendência de interpretarmos a análise de negócios como uma fase em um projeto cascata. Realmente é muito difícil ler o BABOK sem tender a isolar essas atividades em algum momento inicial do projeto, mesmo quando se fala em gerenciamento e comunicação dos requisitos, que é algo que ocorre durante o projeto todo, parece que estamos pensando no famigerado “gerenciamento de mudanças”.

Se não houvesse esse “viés” na compreensão do BABOK, acredito que seria justificável também uma extensão cascata do BABOK, já pensou?

Existe um título dentro da introdução que achei muito bom, “Agile Thinking for Business Analysts” (algo como “Pensamento Ágil para Analistas de Negócios”), essa parte do texto repete de forma mais específica a parte do BABOK que já fala sobre as diferenças entre “change-driven” e “plan-driven”, algo que elogiei anteriormente por achar que esses dois nomes são mais genéricos e trazem menos “ranso” consigo do que waterfall e agile.

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Até aí digamos que não existe nada muito novo e pouco conhecimento prático é apresentado, contudo, quando chegamos ao “Agile Manifesto Applied to Business Analysis” (algo como “Manifesto Ágil Aplicado à Análise de Negócios”) a coisa começa a fica mais pragmática e útil. O impacto de cada item do manifesto ágil é rapidamente descrito (e, espero que posteriormente aprofundado). Tomo a liberdade de traduzir (meio nas cochas) esses parágrafos aqui:

Indivíduos e interações sobre processos e ferramentas: A análise de negócios ágil tira o foco de processos e templates restritos e o coloca em auxiliar o time de entrega a identificar e implementar valor para o negócio.

Software rodando sobre documentação abrangente: As práticas ágeis reconhecem que existe pouco valor intrínseco nos produtos internos e transitórios que não serão referenciados após a implementação. O foco da análise de negócios ágil não está em entregar documentos perfeitos para o time, mas em ajudar o time a entregar soluções rodando, baseadas na entrega incremental ou just-in-time (JIT) de requisitos.

Colaboração do cliente sobre a negociação de contratos: Tradicionalmente, um foco chave da análise de negócios está em conseguir a aprovação do cliente e assinaturas em documentos de requisitos. A análise de negócios ágil atua sobre essa questão produzindo o mínimo de documentação que é entregue o mais tarde possível dentro do projeto. Não é apenas a colaboração do cliente que é enriquecida, a colaboração entre todas as partes aumenta. O relacionamento com o cliente é baseado na cooperação, não na passagem de bastão entre fases, e a análise de negócios é crítica na facilitação da cooperação e na garantia de que existe comunicação suficiente.

Responder à mudança sobre seguir um plano: Em projetos tradicionais cascata, um esforço para criar um grande desenho já de início (big design up-front) é convertido em um plano e o time deve seguir o plano – mesmo quando o tanto o cliente quanto o time concordam que a sua compreensão dos requisitos sofreu mudanças. Praticantes de agilismo adiam o comprometimento com o próximo trabalho a ser executado até o “último momento responsável” e oferece visibilidade e transparência para o cliente que permitem que ele tome decisões sobre o que construir e quando. A análise de negócios ágil requer o estabelecimento de um framework forte que garanta que o time de desenvolvimento permaneça focado no valor e sempre capaz de responder às mudanças.

Ao ver o título “Business Analysis for Agile Practitioners” (algo como “Análise de Negócios para Praticantes do Agilismo”) eu pensei que encontraria os argumentos que eu mesmo usaria para justificar a minha existência em contextos ágeis, contudo, esta parte fala sobre itens que auxiliam o analista de negócios a se encaixar nesse contexto, como “o momento da análise de negócios ocorrer”, “a natureza da análise de negócios” e o “nível de compromentimento”, o que também é útil.

Voltando ao pragmatismo e à utilidade, o título “Agile Practices for Business Analysis” (algo como “Práticas Ágeis para Análise de Negócios”) faz um pequeno resumo sobre como fica cada área de conhecimento do BABOK de uma ótica (ou com tempero) ágil. Aqui dou ênfase novamente para a área de conhecimento que não pode morrer nunca, independente do contexto, a elicitação de requisitos.

Em “Business Analysis in the Life of an Agile Practitioner” (algo como “A Análise de Negócios na Vida de um Praticante Ágil”) temos uma visão rápida, mas útil, dos papéis responsáveis por executar atividades da análise de negócios dentro do contexto ágil.

Em uma análise rápida, com base no que li, acredito que a maior diferença, ou impacto, ou valor trazido por avaliar a análise de negócios de um ponto de vista ou tempero ágil é o fato de que nesse contexto, as atividades de análise de negócios não são de propriedade de um único profissional, de um único salvador da pátria ou ser iluminado.

Como isso vai afetar a visão de analista de negócio como profissional, os esforços do IIBA para conseguir reconhecimento para essa personagem, só o futuro dirá, contudo, digamos que nos ambientes ágeis, a análise de negócios sai do mindset comum de quem quer definir um escopo de atuação representado por apenas um profissional (como acontece com o gerente de projetos).

Só sei que acabei de participar como PO de uma reunião junto ao time de desenvolvimento e que poder compartilhar o fardo da análise de negócios é muito bom.

 

Leia também: BA = PO?

 

 

Legion – Aprenda elicitação de requisitos com os anjos

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Miguel e Gabriel são anjos (Analistas de Negócios Júniores Orientados à Salvação).

Seu trabalho é servir a Deus, não estou falando daquele diretor que pensa que é Deus, estou falando de Deus mesmo. O que deixa o filme Legion (2010) interessante é que cada anjo possui uma visão diferente do que é servir a Deus.

Eles são amigos, já venceram muitas batalhas juntos, são competentes e bem treinados, mas divergem no como agir.

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– Gabriel (fortão, mas menos ironicamente assustador que o Christopher Walken)

Enquanto Gabriel praticava com seu porrete de metal com garrinhas cortantes, Miguel leu o BABOK 2.0, capítulo 3 e entendeu algo que faz toda a diferença no filme (e para o destino da humanidade).*

* Quem enviar um comentário citando a frase do filme onde isso fica claro ganha menção honrosa aqui no site. Dica: como toda frase dramática, fica bem no finzinho.

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– Miguel (Nosso analista de negócios do mês).

 

Menção Honrosa

E a menção honrosa vai para a super Analista de Negócios Adriana Selleri que deve ter dado o mesmo pulo do sofá que eu dei no final do filme quando Miguel pergunta para Gabriel: 

“Você é o filho que deseja dar ao Pai o que Ele pede ou o que Ele precisa?”

E aí, que filho você é?

 

 

 

 

Análise de Negócios – Pela primeira vez no Brasil – Turma do curso consagrado no Canadá e Estados Unidos

O Curso de Impacto do Analista de Negócios envolve 16 horas intensas de Análise de Negócios nos quais são feitas apresentações, explicadas ferramentas e realizados exercícios práticos e discutidas questões do dia a dia do analista de negócios.

O material é resultado de mais de 10 anos de trabalho da Noble Inc. no Canadá e Estados Unidos e de 25 anos de experiência do Howard Podeswa.

Faça a sua inscrição e nos encontre nos dias 26 e 27 de abril em São Paulo, o curso será na Avenida Paulista!