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Minha história em São Paulo contada na Revista Bicicleta (na íntegra aqui)

No final do ano passado a Revista Bicicleta me convidou a contar a minha história com as magrelas em São Paulo para uma seção da publicação. Eu fiquei muito feliz com a oportunidade de deixar um registro do que aconteceu nesses últimos três anos muito especiais. 

Segue abaixo a transcrição da matéria e no final, as fotos das páginas da revista. Aliás, a revista é muito bem feita e traz muitas informações para quem ama as bicis.

 

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Passar um mês inteiro trabalhando em São Paulo? Bem, isso pareceu meio estranho quando propuseram, principalmente porque São Paulo para mim lembrava “dinheiro”, “violência”, “trânsito”, “alagamentos” e “caos social” (os quatro últimos graças ao Datena). A essência do preconceito.

Durante 10 anos São Paulo se limitava a viagens a trabalho inevitáveis o mais curtas possível, muitas delas de bate-volta, contudo, após quatorze anos em Florianópolis eu havia passado por algumas mudanças radicais como o fim do casamento e ter largado um bom emprego para abrir a minha empresa, então, por que não? Aceitei.

Desci no aeroporto de Congonhas, porta de entrada das minhas visitas anteriores e segui a tradição: depois de uma bela fila embarquei em um táxi e fui para a empresa que fica na Faria Lima com a Rebouças. Eu só conhecia essas ruas por causa do Banco Imobiliário jogado na infância. Trabalhei o dia todo e precisava ir para o hotel onde passaria o próximo mês. Estava com a mala. Bora pegar um táxi.

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Cuidado com o sênior

A região metropolitana de São Paulo não chega a ser digamos, montanhosa, contudo existem algumas subidas que desafiam quem deseja utilizar a bicicleta como meio de transporte, principalmente para quem gostaria de chegar no ponto B sem suar além da conta.

Um desses desafios é chegar à Avenida Paulista. Em termos relativos ela está lá no alto e não importa por onde você chega: você precisa subir.

Eu sou considerado um ciclista experiente, talvez não pelo tempo que pedalo nas ruas de São Paulo (dois anos), mas pela distância diária e a freqüência, são 30 km todos os dias úteis para ir trabalhar. Minha bicicleta atual está beirando os cinco mil rodados o que me transformaria em termos relativos em um ciclista urbano pleno ou sênior.

Recentemente montamos um grupo de ciclistas geeks, uma galera muito alto astral, do bem que trabalha com informática (sim, isso é possível) e que está começando a pedalar pela cidade de São Paulo.

No nosso primeiro passeio montei uma rota que incluía o caminho que eu considerava “o menos pior” (uma vez que bom não existe) para subir à Paulista.

 Passeamos pela Paulista, vimos as luzes de natal, descemos para o Ibirapuera ver a árvore e voltamos para a nossa avenida querida, foi muito divertido. Fizemos outros passeios depois desse, um na sexta-feira 13 e outro no aniversário de São Paulo.

Na semana passada o pessoal estava louco para fazer um passeio, mas eu não podia por causa de uma dor no joelho. Meus amigos insistiram, falaram que eu era o cara, mas eu sugeri que eles fossem sem mim.

Eles foram, se divertiram, superaram as dificuldades e descobriram um caminho ainda melhor para subir para a Paulista coisa de duas ruas distante do caminho que eu considerava melhor, mas que eu havia ignorado, talvez por simples acomodação.

Como eu prefiro validar as hipóteses ao invés de simplesmente discuti-las,hoje, segunda-feira, mudei o meu caminho, encontrei a rua e subi. Não é que é super leve, mão única e não tem ônibus?

A moral da história é que devemos ter muito cuidado com a palavra “Sênior”. Essa palavra não pode ser tomada como “aquele que sabe mais e que guia os outros”.  Acredito que sênior no nosso ramo tem mais a ver com aquele que aprende mais e aplica o que aprende. O passado só tem importância se ele ajuda no presente.

A inovação está nas mãos daqueles que vão e fazem.