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Até onde vamos para não alterar o escopo

Essa semana um prédio público construído em Ponta Grossa no Paraná chamou a atenção da mídia por possuir algumas features digamos, peculiares.

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O edifício possui quase todas as paredes de vidro, o que, aliás, ficou muito bonito, contudo, essas paredes também foram usadas nos sanitários. No piso térreo é possível observar nitidamente o uso do banheiro que possui, inclusive, um chuveiro.

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José Aldinan/Gazeta do Povo

Outra peculiaridade foram as saídas de emergência que constituem em portas que dão para o vazio, ou seja, a opção é pular para fora do prédio do segundo e terceiro pavimentos e torcer que o chão seja mais agradável do que o fogo.

O projeto do prédio contava com banheiros transparentes e é claro que os responsáveis pela construção questionaram a prefeitura a respeito. A resposta foi que o projeto não poderia ser alterado e que tudo deveria ser feito à risca. Continuar lendo Até onde vamos para não alterar o escopo

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Construir a coisa certa

O livro “Leading Lean Software Development: Results Are not the Point” é o tipo de livro que só deve ser lido pelas pessoas que gostam de desafiar suas crenças e conceitos-chave a cada capítulo.

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O capítulo 3 “Reliable Delivery” (entrega confiável) descreve em detalhes o processo de  construção do Empire State Building, que, lançado em 1931 manteve por 40 anos o título de edifício mais alto do mundo. Por que o edifício é exemplo de entrega confiável? Porque ele foi construído em apenas 20 meses.

A maior parte dos fatores que levaram a esse sucesso de entrega também fazem sentido quando pensamos em desenvolvimento de software e eu sugiro que todos os interessados em entrega leiam pelo menos esse capítulo.

Eu sempre prego que “entrega” ou “delivery” devem ser preocupação do analista de negócios, afinal, nenhum trabalho feito pelo AN (a não ser aquele que evita que software seja desenvolvido) faz sentido se o software não estiver disponível no momento certo, contudo, o que mais me chamou atenção nesse capítulo foi o fato de que apesar de ter atendido às expectativas da santíssima trindade prazo, custo e escopo com qualidade, o Empire State, como NEGÓCIO foi um fracasso.

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Gerenciamento de riscos: o poder é de vocês

Minha amiga chega ao trabalho e após alguns minutos se dá conta de um fato aterrador: não consegue lembrar se tirou ou não a sanduicheira da tomada. 

Você conhece a sensação, talvez o mais desagradável seja o fato de simplesmente não conseguirmos lembrar. A memória é assim: prega peças para dar sabor à vida, transforma em probabilidades o que poderia ser certeza.

Bem, os riscos fazem parte da nossa vida. Para que um risco exista basta determinarmos qualquer resultado esperado em qualquer ramo da atividade humana.

Acordo pela manhã, abro os olhos e penso: “vou trabalhar”. Pronto! Com essa frase nasceu o risco de eu não trabalhar hoje ou talvez nunca mais.

Riscos existem, podemos lidar com eles, ignorá-los (não saber da sua existência) ou simplesmente aceitá-los e as suas consequências. Ignoramos riscos que não conhecemos e aceitamos riscos que achamos pouco prováveis, como faço com o risco da minha casa ser atingida por um asteróide.

Como vamos lidar com um risco depende de uma equação simples na qual pesamos o quão ruim as coisas serão se esse risco se concretizar, qual a probabilidade desse risco acontecer de fato e por fim, qual o custo que vamos ter em lidar com ele.

Custo da ação < (Bomba / Probabilidade)

Em PT-br: o custo da ação não deve superar o custo da bomba explodir em relação à probabilidade dela explodir.

Os seres humanos que habitam o planeta hoje são descendentes dos seres humanos que souberam aplicar essa equação da melhor forma dado cada momento.

Vou usar a história da minha amiga para descrever o que podemos fazer em relação a um risco, no caso dela o risco da sanduicheira esquentar demais e causar um incêndio. Continuar lendo Gerenciamento de riscos: o poder é de vocês

Refletindo sobre a frase de happy hour

No meio de uma conversa no Happy Hour Ágil na qual discutia os problemas intríncecos do conceito de “projeto” e como ele é incompatível com desenvolvimento de software, pregando a sua substituição pelo conceito de “produto” soltei essa:

“Projeto tem começo, meio e… foda-se”

Alguém já deve ter dito isso em algum momento (não encontrei no Google, se não está lá, será que existe?), mas foi muito espontâneo. Eu gosto das frases espontâneas, elas parecem vir direto do subconsciente que é bem mais esperto.

É uma frase forte*, mas passa a ideia do sentimento que temos ao entregar (quando conseguimos) o que o projeto se propôs. Como um projeto é uma iniciativa temporária de um determinado grupo de pessoas para atingir um resultado único, não há um cuidado com o que vem depois, mesmo quando há sucesso e ficar encadeando projetos é insano.

O aprendizado entre projetos é muito difícil, dado que equipes mudam e quem trabalhava no anterior quer se livrar do fardo e quem está começando o novo não tem vivência com o assunto para dar valor ou mesmo para compreender os ensinamentos. Toda uma cultura e linguagem se perde.

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Slides da palestra “Vantagens e meios de convencer o negócio a substituir o mindset ‘projeto’ pelo mindset ‘produto'” apresentada no TDC2011 tilha ALM

Eu realmente gostaria de ter escrito um pequeno texto sobre cada slide da palestra para ela fazer mais sentido para quem não estava presente, mas demorei tanto para conseguir isso que preferi liberar logo o minimum viable product no site, afinal, o momento no qual as features são liberadas faz toda diferença para o negócio. Continuar lendo Slides da palestra “Vantagens e meios de convencer o negócio a substituir o mindset ‘projeto’ pelo mindset ‘produto’” apresentada no TDC2011 tilha ALM

Palestra sobre a Interação entre Análise de Negócios, Análise de Processos e Gerenciamento de Projetos

Olá amigos da Análise de Negócios e afins,

no próximo dia 28 a Interdual realizará uma palestra sobre a Interação entre a Análise de Negócios, Análise de Processos e o Gerenciamento de Projetos que pode adicionar muito às nossas carreiras. Independente da nossa posição na organização, somos constantemente afetados por essas interações e precisamos conhecer bem o contexto para nos posicionarmos bem nele.

A palestra será ministrada por uma profissional com vivência nesses contextos tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, uma experiência que certamente enriquecerá a conversa.

Convido todos a participar, será às 19:30 bem na Av. Paulista:

http://www.interdual.com.br/palestra_negocios_processos_projetos/?o=blogkerber